Eu e o Veleiro Anixa

Tudo começou com uma saída de mar no dia 13 de Novembro de 2016, que foi possível através de um protocolo que a ENIDH tem com a associação David Melgueiro. Naquela altura nem sabia bem do que se tratava a associação, mas para mim tudo o que é experiências de mar, são sempre bem-vindas, pois só através da prática consigo consolidar os conhecimentos adquiridos em aula.

Cheguei às 1000 à marina de Oeiras, onde eu e outros colegas de pilotagem nos encontrámos com o Cmt. Mesquita. Ele apresentou-nos o veleiro e, como é boa prática antes de qualquer tipo de embarque, explicou-nos as regras de segurança. O comandante distribuiu-nos dois a dois por turnos de uma hora, sendo que fazíamos meia hora de leme e meia hora de carteação(estimativa do percurso pretendido num mapa náutico).

Saímos rumo a baia de Cascais pela barra grande de Lisboa.

Eu fui a primeira a fazer leme e nunca o tinha feito num navio com aquelas dimensões. Só tinha experimentado o leme do veleiro Santa Maria Manuela que exige que se rode muito mais para que se execute uma manobra. Com isto, ao início, rodei demasiado o leme do Anixa, que fez com que andasse aos zig zags, mas passado pouco tempo apanhei-lhe o jeito. A parte da carteação já foi relativamente mais simples, pois já estava habituada a faze-la nas aulas de navegação.
Quando chegámos à baia de cascais fundeamos, estivemos a almoçar e a ouvir histórias bastante interessantes do tempo em que Cmt. Mesquita andava nas pescas.

À vinda para a marina de Oeiras, viemos pela barra norte e o comandante explicou-nos que iria precisar de ajuda na beneficiação do veleiro, isto é, na sua manutenção anual. Eu disse logo que ajudava, mas como era só em Março a conversa ficou por aí. Já no cais, estivemos a praticar os nós usados nas manobras de atracação e de seguida fomos preencher o diário de bordo e arrumar tudo, para dizer adeus ao Anixa. Para mim acabou por ser apenas um ate já.

Na minha opinião, treinos práticos são bastante importantes para consolidar a teórica que aprendemos na escola, pois quando só aprendemos a teoria não é tão fácil de reter conhecimentos.

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